No dia 06/04 foi realizada pela Unipac Bom Despacho a aula inaugural do curso de Arquitetura e Urbanismo.
O evento contou com a participação do arquiteto mineiro Sylvio de Podestá que realizou palestra para alunos e professores do curso.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sábado, 26 de março de 2011
A CADEIRA QUE TE ACOMPANHA
Foi proposto o desenvolvimento de um projeto de uma cadeira dentro da disciplina de Projeto I. A cadeira deveria ser desenvolvida para uma determinada pessoa, tendo então características que atedessem às suas necessidades.
Memorial Descritivo
Cliente: Maria Aparecida
Cliente: Maria Aparecida
Produto: Cadeira Especial
Objetivo:
Atender a uma necessidade especial da cliente, que após uma queda teve parte do fêmur substituído por uma prótese.
Após a cirurgia a cliente passou a ter que tomar alguns cuidados especiais, principalmente ao se sentar.
Características:
- A cadeira deve ser um pouco mais alta que as cadeiras comuns, tendo uma altura ideal de 50 cm do chão ao assento.
- Como a cliente também gosta muito de assistir TV, desenvolvendo trabalhos manuais, como crochê, o conforto da cadeira também foi pensado. Para isso, o assento foi projetado com 50cm de largura e 40cm de profundidade.
- Foi desenvolvida com apoio para os braços, facilitando assim a mobilidade ao se levantar e assentar. Também usado para repousar os braços.
- O encosto, levemente reclinado para trás, também garante maior conformo para o corpo.
Materiais:
- A cadeira será confeccionada em madeira.
- Terá um acolchoamento em espuma de densidade firme, porém que proporcione o conforto ideal.
- A espuma terá revestimento em tecido de algodão, cuja cor será oportunamente escolhido pela proprietária.
Objetivo:
Atender a uma necessidade especial da cliente, que após uma queda teve parte do fêmur substituído por uma prótese.
Após a cirurgia a cliente passou a ter que tomar alguns cuidados especiais, principalmente ao se sentar.
Características:
- A cadeira deve ser um pouco mais alta que as cadeiras comuns, tendo uma altura ideal de 50 cm do chão ao assento.
- Como a cliente também gosta muito de assistir TV, desenvolvendo trabalhos manuais, como crochê, o conforto da cadeira também foi pensado. Para isso, o assento foi projetado com 50cm de largura e 40cm de profundidade.
- Foi desenvolvida com apoio para os braços, facilitando assim a mobilidade ao se levantar e assentar. Também usado para repousar os braços.
- O encosto, levemente reclinado para trás, também garante maior conformo para o corpo.
Materiais:
- A cadeira será confeccionada em madeira.
- Terá um acolchoamento em espuma de densidade firme, porém que proporcione o conforto ideal.
- A espuma terá revestimento em tecido de algodão, cuja cor será oportunamente escolhido pela proprietária.
Idéias
Maquete
domingo, 20 de março de 2011
ENTREVISTA - MARIANA FALCÃO
Mariana Falcão Duarte nasceu em Belo Horizonte.É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 2007. Ainda no mesmo ano constituiu parceria e fundou o auCUBO.galeria (http://www.aucubo.com.br/) juntamente com Daniel Corrêa.
Mariana tem especialização nas áreas de Cenografia e História da Arte e trabalha também nas áreas de arte e projetos de interiores.
É também professora do curso técnico de Design de Interiores no INAP - Instituto de Arte e Projeto, em Belo Horizonte.
- O que te levou a escolher o curso de arquitetura?
Tinha um desejo enorme de cursar faculdade de História da arte, mas como não havia esse curso em BH, me vi obrigada a optar por um curso que me desse habilitação para trabalhar na área. Tinha três opções: História, Belas Artes e Arquitetura. Desenhava muito nessa época, portanto, tive muita vontade de fazer belas artes, mas pesei a parte da prática profissional e do mercado de trabalho que, no cotidiano, fazem toda a diferença. Escolhi arquitetura e acabei me surpreendendo com o curso, com as múltiplas possibilidades de carreira, com a interdisciplinaridade, que me fascina ainda hoje. O curso de arquitetura te dá habilitação para trabalhar em muitas áreas diferentes, basta apenas que você busque uma especialização e qualificação depois de formada.
- Como foi o início da sua vida profissional? Logo que se formou já montou seu escritório próprio?
Quando me formei, no final de 2007, meu namorado e atual sócio já era arquiteto e precisava de ajuda com alguns projetos. Acabei indo trabalhar com ele, depois de ter saído de um outro escritório. Mas dentro da faculdade fiz mais de dez estágios, em quase todas as áreas possíveis: fiz em escritório de arquitetura de edificações, de casas, interiores, paisagismo, escritório de urbanismo, fui bolsista em dois projetos de iniciação científica na área de patrimônio cultural dentro da universidade... participei também de muitos grupos de pesquisa e, durante a faculdade, cursei matérias em outros cursos da UFMG, como filosofia, belas artes e de pós graduação também. Me preparei durante todo o tempo em que estive na faculdade (sete anos no total) para seguir carreira acadêmica, então tenho, inclusive, publicações de ensaios e artigos que escrevi na época. No final do meu curso acabei caindo meio que de para quedas no escritório do meu sócio e fui trabalhar com planejamento e projeto, duas opções de carreira, até então, distantes de mim. Foi aí que descobri uma nova paixão, mas também descobri que, assim como no curso de arquitetura, sinto necessidade de fazer intercâmbios entre objetos de trabalho, misturar áreas e temas. Sou híbrida nesse aspecto profissional. Adoro teoria da arquitetura, mas não seria feliz me dedicando a apenas ela, da mesma forma que o projeto e a prática não me satisfazem por completo. Necessito da interdisciplinaridade na minha vida profissional.
- Para você, o que é arquitetura?
É tudo. Meu pai é design e sempre me disse isso. O design está englobado pela arquitetura e tudo é design: de um palito de fósforo até o lugar onde você trabalha, estuda e mora. Da escolha da trama da colcha que cobre sua cama até o tipo de telha que vai revestir o telhado da sua casa, a arquitetura está presente em tudo. Gosto muito de um livro chamado "O Poder dos Limites" de György Doczi onde ele demonstra a ordem por trás de tudo o que consideramos ser mais orgânico. Ele nos mostra como tudo em nossa vida, tudo na natureza, possui uma lógica muito precisa por detrás. Acho isso fascinante.
- Quais arquitetos te inspiram?
- Quais arquitetos te inspiram?
Sempre fui péssima com nomes de arquitetos, mas pra citar alguns, gosto de Tadao Ando e Márcio Kongan (brasileiro) pela simplicidade das formas, pela elegância do bruto e do puro; Zaha Hadid pela capacidade de elaboração e visão de futuro... os projetos dela são brilhantes, parecem saídos de filmes. E tenho orgulho dela ser mulher. As mulheres tendem mais para a arquitetura de interiores, o que acho legal, mas é historicamente previsível de certa forma. Essa coisa de cuidar da casa sempre foi uma terefa direcionada para elas e é natural que elas se saiam muito bem nisso. Mas gosto da idéia de uma arquiteta iraquiana ter conseguido criar o que Zaha cria e ter expandido os limites não só fisícos, mas psicológicos e sociais das maneiras de morar, trabalhar e viver na cidade.
- Que obra de arquitetura te emociona?
- Que obra de arquitetura te emociona?
Acho que para uma obra de arquitetura te emocionar você tem que ver pessoalmente, chegar perto, tocar. Não sou muito fã de Nyemeyer, mas conhecer o MAC em Niterói foi emocionante. Subi aquele morro a pé e aos poucos fui me aproximando daquela imensa escultura cravada na rocha. Gosto muito da Lina Bo bardi, acho o MASP, em São Paulo uma obra fantástica não apenas pela plasticidade, pela competência na engenharia e no cálculo - o que tornou possível executar um vão livre como aquele. Mas todo o museu é interesante, a maneira como ela interliga os espaços. O projeto dela no Sesc Pompéia é lindo também, principalmente pela poesia, pelo reaproveitamento do espaço (era uma antiga fábrica), pelo objetivo do projeto, pela arquitetura de interiores. O anexo construído, as piscinas, as aberturas... aquele lugar tem uma energia muito boa, dá vontade de visitar todos os dias e assistir as exposições, peças, biblioteca...Não é preciso erguer nada de muito extraordinário para que a emoção brote da arquitetura, acho que o conjunto - o objetivo, o projeto, a forma de execução, a consciência ambiental - tudo isso interfere na emoção que aquilo ali vai gerar.
- Como você se inspira para desenvolver seus projetos? Como é seu momento de criação?
- Como você se inspira para desenvolver seus projetos? Como é seu momento de criação?
Bom, depende muito do que vou criar. Se é um ambiente interno, se é uma edificação, se é um mobiliário ou objeto com um design específico. É necessário ter em mente o objetivo, os condicionantes do projeto, os desejos do cliente e meus próprios princípios também. Muito frequentemente essas duas coisas se chocam e é necessário muito jogo de cintura para articular todos esses aspectos. Trabalhando em sociedade ainda conto constantemente com as observações do meu sócio e vice versa. É um processo que começa com discussões, observações e definições. Passa pro papel, pro esboço...vai pro computador para ganhar medidas precisas no Cad e volumetria no Sketch up. Depois temos mais discussões e vamos lapidando o objeto até ele ganhar a forma final. Pra me inspirar, depende muito do que o cliente quer. Gosto de fazer pesquisa de obras análogas, busco referências de coisas que vi em viagens, em lugares diferentes. Tiro muitas fotos, tenho muitas revistas e gosto de observar...as idéias aparecem aí.
- Qual o projeto você julga ter tido grande peso no desenvolvimento da sua carreira? E qual foi o mais desafiador?
- Qual o projeto você julga ter tido grande peso no desenvolvimento da sua carreira? E qual foi o mais desafiador?
Acho que todos tiveram grande peso, quando estamos com um projeto em mãos sempre acreditamos que aquilo ali trará um diferencial na nossa vida profissional. Você nunca sabe de onde os clientes podem vir, por isso é importante trabalhar e cuidar dos grandes e dos pequenos projetos com a mesma consideração. Às vezes um projeto pequeno de hoje pode virar seu maior projeto de amanhã. O primeiro grande projeto que fiz com meu sócio, foi do Spa Mais Vida, com sede em Nova Lima. Foi bem desafiador pois era uma academia de ginástica de vão livre que se transformou em um spa de alto luxo de 1000m² com mais de 15 salas de massagem, fitness especializado de alto tecnologia, clínica médica, lanchonete, lounge com espelho dágua. Foi uma obra que durou 70 dias e o resultado ficou bem bacana.
- Em quais cidades da região seu escritório atua?
- Em quais cidades da região seu escritório atua?
Em Belo Horizonte e Nova Lima, principalmente.
- O que você julga importante para a boa formação do profissional de arquitetura?
- O que você julga importante para a boa formação do profissional de arquitetura?
Acho importante ter calma, fazer bem feito e devagar, se necessário. Acho fundamental fazer estágio, buscar prática ainda na faculdade para que, quando chegar a hora de se lançar ao mercado, você tenha mais preparo profissional e psicológico, que é fundamental. Acho importante o aluno ir além do que a faculdade oferece, buscar cursos de qualificação em outras áreas, participar de eventos, palestras, encontros, que são formadores de opinião. Não devemos nos acomodar e achar que a faculdade tem a obrigação de nos ensinar tudo o que precisamos aprender, pois o papel dela é principalmente nos apresentar a diferentes universos. Quem vai desvendá-lo ou não é cada aluno.
- Como você vê o mercado de trabalho hoje e como imagina o futuro para os alunos hoje no 1º período do curso?
- Como você vê o mercado de trabalho hoje e como imagina o futuro para os alunos hoje no 1º período do curso?
Sendo bem realista o mercado está saturado em várias áreas enquanto em outras necessita de profissionais especializados. Acho importante buscarmos um diferencial para que o mercado nos absorva. Trabalhar com tecnologias diferentes, formatos diferentes, buscar licitações, concursos, acho que os alunos de hoje tem que estar antenados com a evolução natural das coisas. Não dá pra ficar esperando o cliente bater na porta, pois assim, você recebe dez mil em um mês depois passa outros cinco meses sem trabalho nenhum. Tem que correr atrás das oportunidades.
- Qual mensagem você deixa para aqueles que querem seguir a carreira?
- Qual mensagem você deixa para aqueles que querem seguir a carreira?
Que eles sejam ativos, curiosos e não se acomodem. Não se deixem levar por modismos, tendências. O grande diferencial de um profissional da arquitetura é que ele trabalha com a criatividade e acho que isso deve ser exercitado continuamente ao longo de sua vida.
sexta-feira, 18 de março de 2011
A PIRÂMIDE ESCALONADA DE SAQQARAH
O enorme Complexo Funerário foi criado para o grande faraó Djoser. Saqqarah é uma região montanhosa, localizada na região de Menfis, ao sul da cidade do Cairo. É conhecido como a moradia dos mortos.
Imhotep, o grande conselheiro do faraó foi o responsável pelo "projeto, planejamento, administração e contrução de uma das mais fantásticas e mais audaciosas obras já realizadas pela humanidade" (Cunha, José Celso. A história das Construções. p.188).
O complexo contava com uma enorme muralha de proteção e um portão de entrada monumental. Um hall principal, um pátio cerimonial, o pavilhão real e capela, sendo a pirâmide o principal monumento, que guardaria a múmia do grande Djoser em seu descanso eterno. Tudo isso com riquesa de detalhes técnicos, dignos de um faraó.
Ali nascia a arquitetura.
Fonte: Cunha, José Celso da. A História das Cosntruções. Vol.1
domingo, 27 de fevereiro de 2011
TADAO ANDO - OBRAS
AWAJI YUMEBUTAI
IGREJA DA LUZ
O Yumebutai Awaji é um complexo de hotéis, auditórios, interiores e exteriores, jardim botânico e jardim de inverno , localizado na Ilha Awaji , Japão . Foi planejado como um memorial do grande terremoto que ocorreu na região de Kobe. Ele é construído na encosta de uma colina, cuja terra foi utilizada como preenchimento em outro projeto importante que ocorre na área da baía de Osaka, reconstruindo a paisagem que havia sido destruída.
IGREJA DA LUZ
A Igreja da Luz, assim como as demais obras de Tadao Ando, é marcada por uma profunda simplicidade formal e monumentalidade espacial, que lhe impregna uma forte sensação de espiritualidade e de contato com a natureza e com os elementos, sem no entanto estar diretamente ligada a qualquer deidade ou religião em particular. A luz como elemento de aproximação espiritual, é aqui trabalhada de forma magistral, e suas paredes de betão, que com cerca de 7 metros de altura, conferem uma escala monumental e imponente a todo o conjunto.
Construida em um suburbio de Osaka, mais precisamente em Ibaraki, e com 113 m2 de área, a Igreja da luz se constituiu a partir da secção de um volume retangular por um muro independente estruturalmente, separando assim o vestíbulo da capela propriamente dita.
A parede atrás do altar é recortada, formando um vazio de uma cruz. E é por meio dessa abertura que a luz entra iluminando o templo escuro. A luz é, na realidade, o único elemento natural que penetra no edifício, julgando e subjugando todos os elementos compositivos e materiais que formam a igreja.
GUSTAVO PENNA - OBRAS
EXPOMINAS - BH
A visão do centro para quem chega de frente é monumental. Um grande portal marca sua entrada nobre ao eixo principal dos percursos.
Foi pensado de forma a dar rapidez e menor custo na execução dos eventos ali realizados. Segundo os próprios criadores, a versatilidade é a característica principal do centro. São três pavilhões autônomos, que também podem ser interligados.
MEMORIAL DA IMIGRAÇÃO JAPONESA
O museu a céu aberto celebra a amizade entre o Japão e o estado de Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir, segundo site do próprio Gustavo Penna.
O museu é uma ponte sobre um lago, que liga os territórios. O percurso parte do Japão para Minas. Foram dispostas de cada lado paredes curvas que fazem alusão às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos.
O memorial está localizado no Parque Ecológico Promotor José Lins do Rego, na Pampula, em Belo Horizonte.
A visão do centro para quem chega de frente é monumental. Um grande portal marca sua entrada nobre ao eixo principal dos percursos.
Foi pensado de forma a dar rapidez e menor custo na execução dos eventos ali realizados. Segundo os próprios criadores, a versatilidade é a característica principal do centro. São três pavilhões autônomos, que também podem ser interligados.
MEMORIAL DA IMIGRAÇÃO JAPONESA
O museu a céu aberto celebra a amizade entre o Japão e o estado de Minas Gerais e o que essa relação foi capaz de construir, segundo site do próprio Gustavo Penna.
O museu é uma ponte sobre um lago, que liga os territórios. O percurso parte do Japão para Minas. Foram dispostas de cada lado paredes curvas que fazem alusão às duas bandeiras: o círculo e o triângulo vermelhos.
O memorial está localizado no Parque Ecológico Promotor José Lins do Rego, na Pampula, em Belo Horizonte.
LINA BO BARDI - OBRAS
MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO - MASP
Uma dos aspectos mais importantes da obra de Lina Bo Bardi é a sensibilidade demonstrada em relação aos lugares em que trabalhava, sabendo valorizar e preservar os elementos relevantes, valorizando-os pela inclusão de componentes modernos. A mesma observação vale para situações de intervenção no meio urbano, rural ou no interior de construções existentes.
Uma dos aspectos mais importantes da obra de Lina Bo Bardi é a sensibilidade demonstrada em relação aos lugares em que trabalhava, sabendo valorizar e preservar os elementos relevantes, valorizando-os pela inclusão de componentes modernos. A mesma observação vale para situações de intervenção no meio urbano, rural ou no interior de construções existentes.
O MASP é o grande exemplo de diálogo entre lugar urbano e intervenção, em que as sugestões do primeiro se incorporam à forma sem determiná-la.
SESC POMPÉIA
Ao visitar a Fábrica de Tambores, o lugar onde seria implantado o SESC (1977), a arquiteta Lina Bo Bardi, encontrou uma bela construção, feita com estrutura pioneira no Brasil de concreto armado com vedações em alvenaria. O que mais chamou a atenção da arquiteta, porém, foi o espaço que, durante os finais de semana era povoado por famílias com crianças brincando e jovens se divertindo. A arquiteta, percebendo a espontaneidade e veracidade daquelas atividades, considerou a situação presenciada para o partido do projeto: “Pensei: isso tudo deve continuar assim, com toda esta alegria”.
A velha fábrica, construída a partir de tecnologia importada e sofisticada para a época, haveria, para a arquiteta, de ser reinventada. O projeto do SESC Pompeia propõe a manutenção do espaço livre dos galpões, mas sugere catalisadores das atividades e da vitalidade do lugar: as funções da antiga estrutura seriam reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria convertido em um projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados por Lina seriam mantidos e permeados por espelhos d’água, lanchonetes, bibliotecas, obras de arte, etc. Para que o terreno pudesse comportar todo o programa previsto para o SESC da Pompeia, com a opção de manter a velha fábrica, seria necessário edificar duas torres no final do lote. Decisão adotada pela arquiteta e que conferiu também aspecto monumental para o complexo.
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